Project Thinking e Project Sprint : Dicas e práticas

Hoje temos uma infinidade de abordagens, métodos, guias, frameworks, entre tantas outras ferramentas disponíveis para montar nosso “cinto de utilidades” e realizar nosso trabalho com melhores resultados.

Assim, hoje iremos falar sobre o Project Thinking e o Project Sprint.

Creio que a primeira pergunta que vem a sua mente é: qual a diferença entre um e outro?

O Project Thinking é uma abordagem, criada por Eduardo Freire, baseada em 5 fases que nos ajudam a partir de uma problemática para uma solução válida e aplicável para resolver o problema exposto.

Como dissemos, o Project Thinking é a abordagem e visando a aplicação dessa abordagem no mundo dos negócios, gerando resultados, é que surge o Project Sprint, o qual é um método, baseado no Project Thinking, porém com foco em seguir um jornada que nos auxilie a obter novos produtos, serviços, negócios, etc.

Assim, o Project Thinking nos mostra um caminho para que consigamos trabalhar nossas ideias e ao final ter uma solução para a problemática, já o Project sprint nos permite ir além, trabalhando executando os passos necessários para resolver o problema.

Creio que você deve ter lido e pensado: “Caramba, é disso que eu preciso!”. E eu te digo: cuidado!

A primeira dica é: abordagens e ferramentas sozinhas não fazem milagres! Para que possamos ter melhores resultados, a conscientização do time, o esclarecimento e o entendimento da contribuição que o time irá gerar após um Sprint, é essencial. Isso gera pertencimento, envolvimento e, também, mostra a importância dada pela empresa para suas ideias.

Sendo assim, é importante registrar as realizações de cada etapa! Usar a Matriz de aprendizado é extremamente importante, para que o time possa entender a evolução que teve durante a Sprint. Além disso, a aplicação de Sprints nas empresas, tem foco em gerar um Portfólio com possibilidades de projetos, logo, ao fim de cada Sprint, é importante que cada grupo tenha os registros referente a sua ideia para que a mesma possa ser avaliada mais profundamente e executada. Não realizar esses registros, culmina em ter de reunir novamente as pessoas, tentar levantar novamente as informações, quase que realizando uma nova Sprint somente de reuniões. Se nosso foco é ser ágil, esse é um tremendo desperdício que pode ser evitado durante a Sprint.

Outra prática importante é FOCO! O time deve estar de corpo, alma e mente nas Sprints, para que possam imergir na problemática, para que possam empatizar, para que possam focar na criação de soluções, sendo que qualquer “ruído” externo, pode prejudicar a performance de um Sprint, afetando os resultados finais!

Com a informação acima, vamos para uma dica: para rodar Sprints, o ideal é ter entre 15-16 pessoas, divididos entre 3 a 4 times. Esse número de pessoas é para que tenhamos um ambiente onde o responsável da Sprint possa atender a todos, conforme necessidade. Além disso, a divisão em 3 a 4 times é para que soluções diferentes surjam, afinal, poderíamos gerar somente um projeto para uma problemática, porém com essa divisão podemos gerar pelo menos de 3 a 4 soluções, onde todas elas podem ser aplicáveis e trazerem grandes ganhos ao negócio.

E quando falamos dessas soluções, um cuidado muito grande para quem conduz o Sprint é não ser sugestivo! A interação de quem está a frente da Sprint com o time deve ser de gerar questionamentos, de fomentar a execução de os suportar nos desbloqueios mentais que possam surgir e gerar black outs durante o processo, porém sendo extremamente cuidadoso para não ser sugestivo e atuar como player na elaboração das soluções.

Para isso, é importante preparo: muito mais do que executar um Sprint no modo “by the book”, é estar seguro sobre o entendimento de cada etapa, do que se espera como resultado, para que se tenha qualidade no input da próxima. Para isso é importante preparo por meio de treinamentos (onde recomenda-se possuir o nível de Master Project Thinker para rodar Sprints) e, também, de leituras complementares para entender a fundo todas as engrenagens que compões um Project Sprint.

Por fim e o mais importante é: não adianta sairmos com 3, 4 ou n soluções ao final da Sprint e não colocar para rodar e fazer acontecer! Como disse, o método sozinho não faz milagre e a realização da Sprint deve ter o foco em muito mais do que gerar portfólio, gerar resultados de impacto e de valor, por meio da execução, pois como diz o ditado “Não quer brincar, não desce pro play”.

 

 

João Justo