O primeiro desafio da adaptação ágil com Scrum.

Apesar de algumas pessoas falarem que o Scrum é simples e muito fácil de utilizar, existem uma série de fatores que podem influenciar o sucesso ou o insucesso da implantação do Framework Scrum na organização.

O primeiro passo é a cultura, se a organização está de fato querendo promover essa mudança no seu organismo e o quanto a alta gestão está envolvida e estimulando a mudança de fato. Com isto vem o processo de adaptação que, muitas vezes, não é fácil e que pode ou não parar por aí a implantação se o patrocinador da transformação não tiver uma visão de longo prazo.

Aqui vamos falar de uma das dificuldades que temos no dia-a-dia, de se vencer essa barreira da cultura que é entender que agilidade não é rapidez e que entregas pequenas geram valor para o cliente, sim. Mas para isso acontecer temos uma figura que é o P.O.,  que tem uma grande importância, pois ele pode ser o cliente ou um representante do cliente, no final do dia ele é quem vai dizer o que tem que ser feito ele quem vai enxergar o valor ou não no desenvolvimento do produto.

Primeiramente a empresa deve tomar a decisão de qual o melhor tipo de P.O., levando em consideração a cultura da organização, assim como suas oportunidades e riscos que cada tipo de P.O. traz. Porém o que acontece na realidade, é que muitas vezes as organizações optam que uma pessoa de dentro da empresa para seja o P.O. e simplesmente o jogam no meio da fogueira, sem dar nenhuma formação, simplesmente acreditando que ele conhece do processo do negócio. Mas esquecem que o P.O., também, tem que ser um especialista no Scrum ou conhecer muito bem os rituais.

É aí que está o nosso primeiro desafio, neste ponto o P.O. não consegue desenvolver e nem priorizar o Product Backlog, pois sente dificuldades em faze-lo, mesmo com toda ajuda do Scrum Master para orientá-lo nesse processo. Se ele não tem experiência nesta construção e seu pensamento ainda é cascateiro a probabilidade de fracasso só aumenta, este é um dos principais desafios para ultrapassar a barreira da cultura e é algo que a própria organização tem que perceber com a ajuda dos agentes de transformação.

Podemos concluir que o P.O. deve estar muito envolvido pelo processo Scrum para ajudar o time a caminhar, e que ele é o único que não deve ter dúvidas do que tem que ser desenvolvido, logo percebemos que a escolha dessa figura faz parte da estratégia da transformação digital para uma organização que está modificando o seu mindset para o mundo ágil.

Davi Rodrigues Pinto