Processo de planejamento da Sprint

Quando a organização está passando por um momento de mudança de cultura da tradicional para o ágil temos que colocar o processo do SCRUM de forma incremental para não deixar as coisas embaraçosas para o time e ir “quebrando o gelo” para diminuir a resistência da melhor forma possível. Com isso falar de um processo de planejamento de Sprint da forma que de fato deveria acontecer e ressaltar os possíveis entraves, assim como funciona no mundo real.

Para chegarmos no processo de planejamento da Sprint temos que no mínimo ter algumas coisas bem definidas, são elas:

  • Ter um backlog do produto priorizado

Para isto acontecer é necessário um trabalho bem alinhado com o PO, o ajudando com a priorização e gestão do Backlog do Produto, detalhando em um nível bacana, para que a equipe de desenvolvimento possa entender de forma clara a estória de usuário, para isto temos algumas técnicas que ajudam como o acrônimo INVEST, mas este é um tema para outra hora.

  • Ter uma definição de preparado (Ready)

Esse é o  acordo que define como a estória de usuário deverá ser detalhada, quais e o que deve conter nesse detalhamento, como no exemplo a seguir:

Só aceitamos um item na reunião de planejamento da Sprint se estiver:

  • Com um nível de detalhe abrangente na descrição
  • Com o esforço estimado
  • Pequeno o suficiente para caber em 1 Sprint de 2 semanas
  • Com critérios de aceitação definidos

Com a definição de preparado temos um padrão que cada estória de usuário deve conter.

  • Ter uma definição de pronto (Done)

Esse acordo entre o PO e o time de desenvolvimento deve conter critérios que ajudem ao time a desenvolver as tarefas certas para a expectativa do PO como requisitos não-funcionais como no exemplo a seguir:

Definição de DONE

  • Deverá ser realizado todos os testes unitários de todas as features
  • Deverá ser realizado testes funcionais de cada demanda
  • Deverá ser feito a implantação nas lojas em 5 dias decorridos via script automatizado
  • Deverá está dentro do padrão de arquitetura estipulado.

Com esta definição elucida para o time de desenvolvimento como deverá ser feito com requisitos não funcionais.

  • Ter uma estratégia para o planejamento bem definida

Temos 2 tipos de estratégia

  1. Orientado a velocidade

Nessa estratégia o time se compromete a entregar funções de acordo com a velocidade de desenvolvimento da equipe, sempre observando a capacidade de velocidade da equipe.

  1. Orientado a comprometimento

Nessa estratégia o time informa o que cabe ou não dentro da Sprint pela estimativa de horas e analisando se cabe ou não dentro da Sprint, sem levar em consideração a velocidade do time.

Agora vamos para o mundo real onde a organização está saindo do modelo tradicional para o desenvolvimento ágil, nesse momento não podemos colocar tudo de uma vez para não acontecer os entraves, então vamos lá como funcionou em um cliente.

Como faz parte do PO a responsabilidade de priorizar e gerir o backlog e nesse cliente estamos interagindo com pessoas que foram colocadas nessa posição para solicitar as demandas para a área de desenvolvimento sem nem um preparo antes ou contato deles com o framework SCRUM, mais ajudamos aos POs dos diversos tipos a realizarem esta priorização e nos passarem.

Com isso pegamos os épicos priorizados e passamos para os analistas realizarem o que definimos como preparado que seria ter uma descrição detalhada, e ter pelo menos 1 critério de aceite, assim como um esforço estimado pelo analista.

Depois desse detalhamento partimos para a reunião de planejamento com as features detalhadas onde iremos definir as metas da Sprint e definir o que a equipe irá se comprometer em entregar o que foi acordado, em seguida quebrar em tarefas pela parte da equipe de desenvolvimento, então finalizamos a reunião de planejamento.

Trabalhando assim  podemos aprimorar para que o processo de planejamento de Sprint seja mais qualificado e a cada retrospectiva e colocando mais robustez para chegarmos em um alto nível e em equipes auto gerenciáveis.

 

 

 

Davi Rodrigues Pinto